Autuado pela polícia, ele segue preso na Central de Flagrantes, em Maceió, após fuga de quatro presos

O advogado, que foi preso pela Polícia Militar nessa quarta-feira (14) por supostamente facilitar a fuga de quatro reeducandos do presídio Baldomero Cavalcanti, diante do suposto recebimento de R$ 150 mil, revelou, por meio do presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB, que é vítima de uma armação ‘pensada e elaborada pelos fugitivos do Sistema Prisional’. Desde que foi autuado, o advlogado segue preso na Central de Flagrantes, em Maceió.

De acordo com o presidente da comissão, o advogado revelou que os presidiários lhe telefonaram para cobrar recursos junto ao Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), de modo a garantir a liberdade dos mesmos. Ainda segundo Álvaro, os presos, que teriam exigido a reunião dessa quarta, chegaram a oferecer, por telefone, R$ 30 mil ‘por cabeça’ como recompensa, caso eles fossem liberados.

“O advogado se apresenta como vítima de uma armação desses fugitivos. Em determinado ponto da conversa, existe um momento em que o advogado percebe que há algo errado. Porém, antes disso, eles conseguiram fugir. Assim que for solto, ele vai buscar a imprensa para colocar a versão dele”, revelou o presidente da comissão, que, na tarde desta quinta-feira (15), acompanhava de perto a situação do colega.

Os militares que detiveram o advogado teriam flagrado a conversa e os valores da suposta negociação. Ainda segundo o representante da OAB, chama a atenção para o fato de que os reeducandos chegaram rapidamente ao local da fuga. Apesar de fazer tal afirmação, Álvaro Torres não coloca em xeque a postura dos agentes penitenciários. Ele esperava pelos presos para conversar quando houve a fuga.

“O fato de os presos estarem sem algemas e terem fácil acesso à fuga dentro da unidade chama a atenção, logicamente. Em relação a este fato, o advogado faz algumas indagações. Por isso, é importante que tudo seja esclarecido”, reforçou Torres.

Por meio da assessoria de imprensa, o Sistema Prisional informou que um procedimento administrativo dever ser aberto para apuar se houve falha na condução dos presos. Se ficar comprovado, garantiu a assessoria, os responsáveis serão devidamente responsabilizados.

Fuga

Nessa quarta, quatro presos fugiram do presídio Baldomero Cavalcanti, em Maceió, e levaram um agente penitenciário como refém. Eles estavam armados com uma pistola .40 e teriam contado com o apoio de comparsas do lado de fora da unidade prisional.